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05 maio 2018

#Sustentabilidade: A profissão de Gestor Ambiental

Marcelo dos Santos Ferreira
04 de maio de 2018


A área ambiental é de caráter interdisciplinar, o que remete a atuação de diversos profissionais na mesma, como biólogos, agrônomos, e engenheiros ambientais, sanitaristas e florestais.

A profissão de Gestor Ambiental tem um caráter interdisciplinar ainda maior, pois é gestão, e a gestão pode ser feita em áreas específicas diversas. Por exemplo: gestão ambiental na agropecuária: Agrônomos; ecossistemas: Biólogo; ecossistemas florestais: Eng. Florestal; GA processos ambientais (licenciamento, adequação amb., etc): Eng. Amb. e Sanitarista, etc. Agrega-se a essas áreas profissões afins as já citadas.

A formalização da profissão, reinvidicação dos bachareis e tecnólogos em gestão ambiental, foi transformada no projeto de lei 2664/2011 de autoria do deputado Arnaldo Jardim do PPS/SP.

Em passagem pela Comissão de Eduçação a relatora, deputada Mariana Carvalho inseriu informação relevante, reconhecendo a interdisciplinaridade do tema, e congregando outros profissionais na habilitação profissional.

"Art. 3º O exercício da profissão de gestor ambiental em todo o território nacional, observadas as demais exigências legais, é privativo dos portadores de diploma de curso reconhecido, se expedido por instituição de ensino no País, ou revalidado, se expedido por instituição de ensino do exterior, nos seguintes casos:

I- curso superior de graduação em Gestão Ambiental;
II- curso superior de graduação em área do conhecimento ligada às ciências exatas, agrárias, biológicas, sociais ou engenharias e certificado de curso de especialização em Gestão Ambiental, oferecido nos termos da legislação em vigor.
III- curso de mestrado ou doutorado em área de concentração, programa de estudos ou linha de pesquisa voltada para Gestão Ambiental.”

Parágrafo único. São assegurados aos profissionais graduados em outras áreas do conhecimento que, na data da publicação desta Lei, comprovadamente atuem em gestão ambiental, os direitos até então usufruídos e que possam, eventualmente, de qualquer forma ser atingidos por suas disposições.”

Ementa apresentada pela Comissão de Educação em 15/05/2017 e aprovado em 15/07/2015

A proposta da deputada Mariana foi derrubada na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, que em texto substitutivo aprovado regride com a restrição aos profissionais com formação em bacharelado e tecnologia na área.

A proposta da Comissão de Educação atendeu a realidade da atuação profissional, levando em conta a condição de generalista da formação do gestor ambiental, e ainda mais restrita se na considerado a modalidade de tecnologia.

Seria coerente a definição pela lei de atribuições específicas privativas às muitas áreas correlatas, visto que o gestor ambiental não será plenamente capaz de dirimir os conflitos na agricultura, ecossistemas, e processos ambientais por exemplo, estando apenas os profissionais atuantes nessas áreas plenamente aptos a fazê-lo vide seu conhecimento base da área específica de atuação.

A fim de tornar a gestão ambiental mais completa, em consonância com o apresentado na ementa da Comissão de Educação, o aprofundamento através de especializações e mestrado seria de grande valia aos profissionais envolvidos, visto que tanto o gestor ambiental não conhece aprofundadamente os temas (agropecuária, ecossistemas, processos ambientais), quanto os agronomos, biólogos, eng. florestais, eng. ambientais e sanitaristas, etc conhecem apenas sua área de formação.

Como proposição a formulação da lei, corroborando com a relatora Mariana Carvalho, apresentamos como visão ideal:

1) Criação de atuações temáticas/subáreas com a definição do respectivos profissionais/áreas;
3) Define-se as atribuições específicas privativas associadas a cada subárea;
4) Permite-se a transição de atuação entre subáreas se o profissional habilitado pela lei apresentar no mínimo especialização compatível nas subáreas definida na lei, e a atuação completa a partir de mestrado na área mãe – gestão ambiental.

A partir dessa visão acredito que haveria o atendimento correto de todos os profissionais atuantes efetivamente na tema interdisciplinar “Gestão” na área ambiental.

Outro detalhe é que o texto em vigor coloca o Conselho Federal de Administração (CFA) para registro dos profissionais, mas considero que os Conselhos Federais de Biologia (CFBio) ou Engenharia e Agronomia (Confea) seriam mais pertimentes, inclusive pela regulamentação em vigor pelo Confea para Tecnólogo em Gestão Ambiental.

A caminhada pela formalização profissional do Gestor Ambiental prossegue, gerando discretas reivindicações de ampliação e restrição em sua proposta de legislação em debate. Só nos resta aguardar o resultado final desse processo, torcendo para que a decisão aprovada atenda da melhor maneira a gestão ambiental efetiva.

As informações apresentadas e revisão de conteúdos dos artigos das colunas são de total responsabilidade dos autores colaboradores (Colunistas).

Marcelo dos Santos Ferreira é Engenheiro Agrônomo formado pela UENF em 2002. Extensionista Rural com experiência junto a agricultura familiar, em especial com as praticas agroecológicas. Gestor Ambiental, com experiência nos temas Recursos Hídricos e Pagamento por Serviços Ambientais. Fundador e Coordenador do Observatório Soberania Ambiental.
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13 março 2016

Programa de Apoio às Unidades de Conservação Municipais - ProUC - RJ - Norte e Noroeste Fluminense


Inicio > Experiências de Sucesso > ProUC > ProUC no Norte e Noroeste Fluminense
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APA Morro do Itaóca - Campos dos Goytacazes/RJ

Programa ProUC orienta municípios a implantar áreas de preservação de remanescentes de mata atlântica em várias regiões do Estado do Rio de Janeiro

A Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos do país, foi durante anos duramente devastado e hoje encontra-se muito fragmentado. No Estado do Rio de Janeiro, os maiores e mais expressivos remanescentes desse rico bioma se encontram protegidos em Unidades de Conservação (UCs) federais e estaduais. 
A região Norte e Noroeste Fluminense tem recebido apoio do ProUC para criação e ações diversas em UCs.

Atualmente o ProUC tem apoiado os seguintes municípios:

Município Apoio prestado
Cambuci Adequação dos shapes para inserção de UCs no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação.
Campos dos Goytacazes Orientação para os estudos técnicos, proposta de limites e definição de categoria em uma área de cinco hectares no Mangue da Carapeba, no Farol de São Tomé. O município já realizou uma consulta pública e prepara a segunda consulta para apresentar a proposta definitiva para a população. Além de orientar a formação do Conselho das UCs já existentes no município e apoiar na elaboração do projeto para o Plano de Manejo e construção de sede administrativa para a APA municipal da Serra do Itaoca.
Itaperuna Adequação dos shapes para inserção de UCs no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação e apoio para elaboração do Plano de Manejo do RVS do Sagui-da-serra-escuro, da APA Municipal Raposo e do PNM de Itaperuna.
Miracema Apoio para elaboração do Plano de Manejo do RVS da Ventania e adaptação de espaço para instalação de sede administrativa.
Natividade Adequação dos shapes para inserção de UCs no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação; apoio para elaboração do Plano de Manejo do RVS Bela Vista/Paraíso e MoNa da Água Santa e da APA Preguiça-de-coleira. Recategorização de UC (de Refúgio para Reserva Biológica). Análise para a criação de novas unidades de conservação para formação do primeiro corredor de UCs municipais.
Porciúncula Adequação dos shapes para inserção de UCs no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação; apoio ao projeto de recuperação da mata ciliar do Ribeirão da Perdição.
Santo Antônio de Pádua Criação da primeira Reserva Extrativista municipal do país, que vai ordenar a pesca e proteger a pesca tradicional, sobretudo da região de Baltazar, da Cachoeira dos Macacos. O município também foi apoiado na definição dos limites do Parque Natural da Mata Atlântica e acompanhamento do projeto para a elaboração do Plano de Manejo do Monumento Natural da Serra de Frecheiras. Além de criação de nova UC nas Serra da Prata e Pedra Bonita.
São Fidelis Criação de UC na área prioritária identificada no Plano de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica.
São José de Ubá Apoio para elaboração do Plano de Manejo do PNM Parque das Águas, do PNM Viçosa, do RVS Ingá e do MoNa da Pedra Redonda. Criação de nova UC.

Planos Municipais de Recuperação e Conservação da Mata Atlântica

Em 2012, como iniciativa pioneira no país, a SEA iniciou a elaboração Projeto Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica do Noroeste do Estado do Rio de Janeiro. Foram beneficiados: Aperibé, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Italva, Itaocara, Itaperuna, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, Santo Antônio de Pádua, São José de Ubá e Varre-Sai (Noroeste Fluminense) e São Fidelis e Cardoso Moreira (Norte Fluminense).  Foi a primeira iniciativa do país na adoção uma estratégia regional de conservação e recuperação desse bioma.

Como resultado da elaboração desses planos, a região ganhou seis Unidades de Conservação em Aperibé, Cambuci, Natividade, Porciúncula, Santo Antonio de Pádua, e São Fidelis . Somadas as áreas dessas novas unidades serão 19.584 hectares de preservação e conservação, com a proteçao de 295 nascentes e cinco espécies de animais ameaçadas de extinção. Para partes devastadas, está previsto o plantio de 24 milhões de mudas.

Em fase de criação estão a UCs nas áreas da Serra da Caledônia, com 845 ha; e da Serra do Cândido, com 1.057 ha, em Itaocara, ainda sem categoria definida.

Unidade Criadas - Resultados do ProUC

São 107.375,50 ha de Áreas Protegidas criadas sob a forma de Unidades de Conservação na região Norte e Noroeste Fluminense - RH IX, com apoio do ProUC no período de 2009 a 2015.


Município Categoria Município Área (Ha) Ano de criação
APA São Domingos US Santa Maria Madalena 493 2009
RVS Serra da Ventania PI Miracema 2.175 2010
APA de Miracema US Miracema 4.554 2010
APA Preguiça de Coleira US Natividade 4.301,7 2012
RVS da Bela Vista Paraíso PI Natividade 779,98 2013
MN Água Santa PI Natividade 1.172,5 2013
APA Serra da Bolívia US Aperibé 1.667 2013
APA Rio do Colégio US São Fidelis 5.384 2013
APA Ribeirão da Perdição US Porciúncula 6.141 2013
RVS do Chauá PI Cambuci 4.439,7 2013
MN Serra das Flecheiras PI Santo Antônio de Pádua 458,11 2014
APA Raposo US Itaperuna 6.170,06 2014
RVS Sagui da Serra Escuro PI Itaperuna 485 2014
PNM Jardim Vitória (Itaperuna) PI Itaperuna 13,562014
MN Ribeirão do Campo PI Laje do Muriaé 1.172,05 2014
RVS das Orquídeas PI Laje do Muriaé 577,68 2014
APA Morro do Itaóca US Campos dos Goytacazes 766 2014
MN da Serra da Ventania e Bandeira PI Natividade 1.153,47 2015
Legenda:
APA - Àrea de Proteção Ambiental
RVS - Refúgio da Vida Selvagem
MN - Monumento Natural
PNM - Parque Natural Municipal
US - Uso Sustentável (Categoria)
PI - Proteção Integral (Categoria)

Para obter apoio do ProUC

Os interessados devem procurar a Superintendência de Biodiversidade e Florestas (SBF), da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA)

Av. Venezuela, 110, 5º andar, Saúde
Rio de Janeiro
CEP 20.081-312.

Tel.: (21) 2334-5908.
E-mails: prouc@ambiente.rj.gov.br ou biodiversidade@ambiente.rj.gov.br.

Fonte: Secretaria de Estado do Ambiente - RJ
http://www.rj.gov.br/web/sea

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Programa de Apoio às Unidades de Conservação Municipais - ProUC - RJ

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Monumento Natural Serra das Flecheiras
em Santo Antônio de Pádua
por Deyvisson Bastos Silva

O Programa de Apoio às Unidades de Conservação Municipais (ProUC). da Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro orienta cidades a implantar áreas de preservação de remanescentes de Mata Atlântica em várias regiões do Estado do Rio de Janeiro

A Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos do país, foi durante anos duramente devastado e hoje encontra-se muito fragmentado. No Estado do Rio de Janeiro, os maiores e mais expressivos remanescentes desse rico bioma se encontram protegidos em Unidades de Conservação (UCs) federais e estaduais. 

Os fragmentos de médio e pequeno pote são extremamente importantes para a conservação dos processos ecológicos, manutenção dos recursos hídricos e a funcionalidade da paisagem em todo território municipal. Além disso, esses fragmentos ainda abrigam exemplares da fauna e flora endêmica e/ou ameaçada de extinção. Para este a criação de UCs municipais é estratégica fundamental de conservação de sua biodiversidade, em especial pela oportunidades da formação de corredores de biodiversidade no estado do Rio de Janeiro.

Considerando as dificuldade encontradas pelos municípios, visando apoiar a gestão ambiental municipal e orientar estrategicamente a proteção da biodiversidade, a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), instituiu, por meio da resolução nº 130 de 28 de outubro de 2009, o Programa de Apoio às Unidades de Conservação Municipais (ProUC). Conduzido pela Superintendência de Biodiversidade e Florestas (SBF), o ProUC tem o objetivo de incrementar o tamanho e a qualidade das áreas destinadas à conservação da biodiversidade no Estado do Rio de Janeiro, por meio do desenvolvimento e aplicação de mecanismos de apoio à criação (estudos técnicos, delimitação, consulta e audiência pública), e gestão (elaboração e implantação do plano de manejo e criação do Conselho gestor) de unidades de conservação municipais.

Em geral os municípios menores possuem deficiências como a falta de equipe técnica, ou falta de experiência ou orientação para criação de UCs e ausência de recursos para a realização de estudos técnicos precedentes à criação de UCs, o ProUC vem a suprir essas deficiências.

Apoio aos municípios

Atualmente o ProUC tem apoiado 34 municípios, nas mais diversas atividades. 
1) Categorização da unidade;
2) Orientação nos passo da criação da UC;
3) Apoio a gestão;
4) Definição de limites;
5) Auxílio na elaboração dos estudos técnicos;
6) Adequação de informações para inserção de UCs no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação;
7) Apoio na implementação;
8) Apoio na elaboração do Plano de Manejo
9) Orientação na formação do Conselho Gestor da unidade, dentre outras ações.

Planos Municipais de Recuperação e Conservação da Mata Atlântica

A partir de 2013, além de atender às demandas espontâneas, o ProUC incluiu em seu Plano de Ação, também como prioridade, a realização dos Planos Municipais de Recuperação e Conservação da Mata Atlântica, contribuindo para a identificação de áreas frágeis e ricas em biodiversidade e que devem ser transformadas em unidades de conservação municipais.

Em 2012, como iniciativa pioneira no país, a SEA iniciou a elaboração dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica do Noroeste do Estado do Rio de Janeiro. Foram beneficiados: Aperibé, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Italva, Itaocara, Itaperuna, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade, Porciúncula, Santo Antônio de Pádua, São José de Ubá e Varre-Sai (Noroeste Fluminense) e São Fidelis e Cardoso Moreira (Norte Fluminense).  Foi a primeira iniciativa do país na adoção uma estratégia regional de conservação e recuperação desse bioma.

Como resultado da elaboração desses planos, a região ganhou seis Unidades de Conservação. Somadas as áreas dessas novas unidades serão 19.584 hectares de preservação e conservaçao, com a proteçao de 295 nascentes e cinco espécies de animais ameaçadas de extinção. Para partes devastadas, está previsto o plantio de 24 milhões de mudas.

Para o período de 2015 - 2016, dentro do escopo do ProUC, a Secretaria do Ambiente assumiu o desafio de elaborar o Plano de Áreas Prioritárias para Conservação e Recuperação Municipais. Voltado para a criação de unidades de conservação municipais no Estado do Rio de Janeiro, o plano utilizará critérios técnicos científicos e modelagem espacial objetivando a preservação e a conservação do Bioma Mata Atlântica e de seus ecossistemas associados, de restinga e mangue.

O ProUC está compilando e analisando informações sobre a situação das Unidades de Conservação em 12 municípios da Região dos Lagos: Araruama, Arraial do Cabo, Armação dos Búzios, Cabo Frio, Casimiro de Abreu, Iguaba Grande, Maricá, Rio Bonito, Rio das Ostras, São Pedro da Aldeia, Saquarema e Silva Jardim. Como a SEA está elaborando os Planos Municipais de Recuperação e Conservação da Mata Atlântica nesses municípios, essas informações subsidiarão as estratégias de apoio à gestão, regularização, eventuais alterações de limites e até a recategorização.

São 107.375,50 ha de Áreas Protegidas criadas sob a forma de Unidades de Conservação com apoio do ProUC no período de 2009 a 2015.

Para Obter apoio do ProUC

Os interessados devem procurar a Superintendência de Biodiversidade e Florestas (SBF), da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA)

Av. Venezuela, 110, 5º andar, Saúde
Rio de Janeiro
CEP 20.081-312.

Tel.: (21) 2334-5908.
E-mails: prouc@ambiente.rj.gov.br ou biodiversidade@ambiente.rj.gov.br

Adaptado de http://www.rj.gov.br/web/sea

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Programa de Estímulo à Divulgação de Dados de Qualidade de Água - QUALIÁGUA - ANA

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Rio Xapuri/AC

Atualmente, nem todas as unidades da Federação (UF) monitoram a qualidade de suas águas. Nas que realizam o monitoramento, os dados são coletados seguindo parâmetros diferentes, sem uma frequência padronizada, e as informações nem sempre são acessíveis ao público. Para contribuir na mudança desta realidade, a Agência Nacional de Águas (ANA) lançou em julho de 2014 o Programa de Estímulo à Divulgação de Dados de Qualidade de Água (QUALIÁGUA), incentivando e auxiliando as instituições públicas no monitoramento dos aspectos qualitativos da água nos estados e no Distrito Federal. 

Com orçamento de aproximadamente R$ 15 milhões, o QUALIÁGUA também tem o objetivo de promover a implementação da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade de Água (RNQA) em todo o País, além de estimular a padronização – em escala nacional – dos métodos de coleta das amostras, dos parâmetros verificados, da frequência das análises e da divulgação dos dados, que são importantes para diversos públicos, como: gestores públicos, pesquisadores, estudantes e empresas. A adesão ao Programa é voluntária e cada contrato terá duração de cinco anos.

O QUALIÁGUA estabelece metas mínimas a serem cumpridas por três grupos de unidades da Federação, sendo que as mais estruturadas terão metas mais exigentes. O primeiro grupo é formado pelas unidades que já operam redes de qualidade de água e que podem expandi-las imediatamente: CE, DF, MG e SP. O segundo grupo tem 11 estados (BA, ES, GO, MT, MS, PB, PR, PE, RJ, RN e RS) e engloba aqueles que já operam redes, mas que precisam aumentar a capacidade de operação dos pontos da RNQA, especialmente no que se refere à capacitação dos seus técnicos e laboratórios. O terceiro grupo é formado por 12 estados em que o monitoramento é inexistente ou não está consolidado: AC, AL, AP, AM, MA, PA, PI, RO, RR, SC, SE e TO.

Já aderiram voluntariamente ao Programa: Minas Gerais, Paraná, Tocantins, Rio Grande do Norte, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Ceará, Sergipe, Bahia e São Paulo, e mais recentemente o Acre, com acordo publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 11 de março de 2016.

Objetivos


1) contribuir para a gestão sistemática dos recursos hídricos, através da divulgação de dados sobre a qualidade das águas superficiais no Brasil a toda a sociedade;
2) estimular a padronização dos critérios e métodos de monitoramento de qualidade de água no País, de acordo com as diretrizes estabelecidas na Resolução ANA nº 903/2013, para tornar essas informações comparáveis em nível nacional;
3) contribuir para o fortalecimento e estruturação dos órgãos estaduais gestores de recursos hídricos e meio ambiente para que realizem o monitoramento sistemático da qualidade das águas e deem publicidade aos dados gerados;
4) promover a implementação da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade das Águas - RNQA, no âmbito do Programa Nacional de Avaliação da Qualidade das Águas - PNQA.

Adesão

A adesão ao Programa é voluntária. Para participar a UF deve enviar Ofício à ANA solicitando adesão ao QUALIÁGUA e indicando a Instituição Executora - IE que realizará o monitoramento. Essa IE deve fazer parte da Administração Pública Estadual e deter competências legais relacionadas à gestão de recursos hídricos e/ou meio ambiente.

A partir de então, acontece a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre a ANA e a UF. Posteriormente, um Contrato de Premiação é firmado entre a Agência e os órgãos responsáveis pelo monitoramento qualitativo dos recursos hídricos. Estas instituições de monitoramento também deverão ter competências legais relacionadas à gestão de recursos hídricos e/ou meio ambiente.

Os pagamentos serão feitos duas vezes por ano mediante o cumprimento das metas de monitoramento e divulgação de dados, que levarão em consideração vários aspectos, como: o percentual de pontos da RNQA operados pelo estado, o número de parâmetros avaliados e o percentual de pontos operados com medição de vazão simultânea – este último para análise da carga de poluentes na água. Estas metas serão pactuadas entre a ANA e as instituições participantes. O valor do pagamento será de R$ 1,1 mil por ponto monitorado e divulgado e o reajuste será anual, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Rede Nacional de Monitoramento de Qualidade de Águas - RNQA

Criada em 2013, a Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade da Água propõe a padronização dos dados coletados, dos procedimentos de coleta e da análise laboratorial dos parâmetros qualitativos para que seja possível comparar as informações obtidas nas diferentes unidades da Federação. A meta é que até dezembro de 2020 todos os estados e o DF contem com um total de 4.450 pontos de monitoramento, dos quais aproximadamente 1,8 mil já estão em operação. Todos os dados obtidos pela RNQA serão armazenados no Sistema de Informações Hidrológicas (HidroWeb), da ANA, e serão integrados e divulgados através do Sistema Nacional de Informação sobre Recursos Hídricos (SNIRH). 

Desde 2013, a Agência investiu cerca de R$ 12 milhões em equipamentos de campo cedidos ao DF e a 15 estados (AL, BA, CE, ES, GO, MG, MT, MS, PB, PE, PR, RJ, RN, RS, SE, SP), que fazem parte dos dois grupos das unidades da Federação que já realizam o monitoramento qualitativo. Prevista para o primeiro semestre de 2016, a próxima etapa de envio de materiais será para os estados que não possuem rede de monitoramento. Entre os equipamentos, estão: medidores acústicos de vazão, sondas multiparamétricas de qualidade de água, materiais para análises de laboratório, caminhonetes 4x4 com baú adaptado e barcos com motor de popa.

Os parâmetros mínimos a serem coletados nos pontos de monitoramento envolvem aspectos físico-químicos (transparência, temperatura da água, oxigênio dissolvido, pH e Demanda Bioquímica de Oxigênio, por exemplo), microbiológicos (coliformes), biológicos (clorofila e fitoplâncton) e de nutrientes (relacionados a fósforo e nitrogênio). Todos os dados obtidos pela RNQA serão armazenados no Sistema de Informações Hidrológicas (HidroWeb), da ANA, e serão integrado ao Sistema Nacional de Informação sobre Recursos Hídricos (SNIRH).

Documentos

Para maiores informações clique nos links do QUALIÁGUA a seguir:

Resolução ANA nº 1040/2014, que cria o QUALIÁGUA;
Minuta de Ofício solicitando adesão ao Programa;
Minuta de Acordo de Cooperação Técnica para implantação do QUALIÁGUA;
Minuta de Contrato pelo alcance de metas de monitoramento e divulgação de dados do QUALIÁGUA.

Fonte: http://www.ana.gov.br/ e http://portalpnqa.ana.gov.br/Qualiagua.aspx

dOCU

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11 março 2016

Programa Rio Rural - Microbacias - Norte e Noroeste Fluminense

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Os municípios da região Norte e Noroeste Fluminense-RH IX Fluminense possuem um total de 154 microbacias hidrográficas (MBHs) identificadas, trabalhadas pelos escritórios locais da EMATER em cada município/micro-região.


Microbacias por Município
Aperibé (2)
Pito Aceso; Barra do Pomba
Bom Jesus do Itabapoana (9)
Córrego do Lambari; Liberdade; Ribeirão Pirapetinga; Córrego Santo Eduardo; Valão do Meio (Córrego Bom jardim); Córrego Santana; Córrego Linguiça; Córrego Água Limpa; Córrego Sacramento
Cambuci (7)
Valão Grande I; Valão Grande II; Valão do Padre Antônio; Valão Boa Sorte; Valão do Córrego de Santa Maria; Valão Califórnia/ São Martinho; Valão Dantas
Campos dos Goytacazes (14)
RIO URURAÍ; RIO PRETO; AÇU - RIO DOCE; RIO IMBÉ; CÓRREGO DO AÇUDE E PAU DOURADO; MORRO DO COCO E RIBEIRÃO GRANDE; CANAL ANDREZA; LAGOA DA SAUDADE; RIO DA PRATA; CÓRREGO SANTO EDUARDO; RIO URUBU; SÃO NICOLAU/CANAL DE TOCOS; CANAL CAMBAÍBA; CANAL COQUEIRO/PAU FINCADO
Carapebus (5)
Lagoa de Carapebus; Córrego Grande; Rodagem; Córrego do Lameiro; Córrego S. Margarida/Córrego Palmital
Cardoso Moreira (5)
Valão dos Pires; Valão São Luís; Córrego Pau Brasil; São Joaquim; Valão Vinhático
Conceição de Macabu (4)
Córrego São Domingos; Capelinha I e II; Córrego do Meio/Córrego Fundo, Rio Macabuzinho
Itaocara (11)
Valão do Papagaio; Ribeirão das Areias; Valão do Barro Preto; Valão dos Castros; Córrego da Conceição; Córrego da Serra Vermelha; Valão Santo Antônio; Valão da Onça; Valão do Pati; Córrego São Luiz e Jararaca; Córrego da Conceição
Italva (5)
Córrego do Marimbondo; Valão Carqueja; Valão Carcanjo; Valão da Prata; Córrego Santa Joaquina
Itaperuna (8)
Córrego do Campinho; Cubatão; Valão do Jabuticaba; Ribeirão da Salgada I; Ribeirão São Domingos; Ribeirão Limoeiro; Córrego das Posses; Ribeirão Capivara; Valão do Cedro
Laje do Muriaé (5)
Ribeirão da Jararaca; Ribeirão do Campo; Ribeirão do Campo II; Barro Branco; Ribeirão do Tanque
Macaé (7)
Rio Dantas; Rio Lirio; Rio Sana; Rio do Ouro; Canal Jurumirim; Alto São Pedro; Imburu/Canal Sabiá
Miracema (5)
MÉDIO RIBEIRÃO DO BONITO; MÉDIO RIBEIRÃO SANTO ANTÔNIO; BAIXO RIBEIRÃO SANTO ANTÔNIO; ALTO RIBEIRÃO SANTO ANTÔNIO; BAIXO RIBEIRÃO DO BONITO
Natividade (7)
Ribeirão Conceição; Bela Vista/São Sebastião; Ribeirão Capanema Marambaia; Ribeirão São Lourenço; Basiléia/Esperança; Triunfo; Bananeiras
Porciúncula (7)
Ouro; Bonsucesso; São Mamede; Córrego do Ouro; Córrego Perdição; Caeté; Ribeirão do Onça
Quissãma (6)
Brejo da Piedade; Morro Alto; Lagoa Feia; Barra do Furado; Machado; Santa Catarina
Santa Maria Madalena  (5)
Médio Imbé; Sede / Terras Frias; Alto Imbé; Manoel de Moraes; Triunfo
Santo Antônio de Pádua (7)
Ribeirão dos Ourives; Ribeirão Bom Jardim; Ribeirão Cabiúna; Córrego da Santa Cândida; Santa Clara; Fortaleza; Ribeirão Bom Jardim Mirim
São Fidelis (8)
Valão dos Milagres; Córrego Rio do Colégio; Córrego dos Tanques; Córrego da Taquara; Córrego Vila Pureza; Córrego Pimentel; Córrego Bom Jesus; Córrego Vargem do Brasil
São Francisco do Itabapoana (6)
Brejo da Cobiça; Fazenda Tipity; Baixa do Arroz; Guaxindiba; Zumbi V; Córrego Baixa do Arroz
São João da Barra (4)
Canal Degredo; Rio Doce; Campo de Areia; Brejo do Ingá
São José de Ubá (5)
Santa Maria; Córrego de Ubá; Colosso; Valão São Domingues/Valão da Serra, Valão do Chalé
Trajano de Moraes (4)
Caixa D' Água; Baixo Macabu (Córrego Vermelho); Alto Macabu; Visconde de Imbé
Varre Sai (7)
Ribeirão Varre-Sai; Inverno; Ribeirão da Onça; Barro Vermelho; Ribeirão Água Doce; Ribeirão Capoeirão; Córrego Boa Sorte


Cada escritório local e/ou regional trabalha em cima das demandas de cada região, com ações de impacto direto e indireto a preservação e recuperação dos recursos hídricos.

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Programa Rio Rural - Microbacias

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O Programa Rio Rural tem como desafio a melhoria da qualidade de vida no campo, conciliando o aumento da renda do produtor rural com a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais. Para atingir este objetivo, desenvolve uma estratégia de ação com as comunidades que vivem nas microbacias hidrográficas, espaços geográficos delimitados pela rede hídrica (nascentes, córregos, rios, aquíferos etc.).

Lançada em 2010, a campanha do Rio Rural envolveu agricultores, técnicos da Emater-Rio, educadores, estudantes e instituições parceiras, através de atividades de conscientização e trocas de experiências. O programa incentiva a adoção de sistemas produtivos sustentáveis, com técnicas mais eficientes e ambientalmente adequadas. Com incentivos financeiros diretos não reembolsáveis do programa, 1.661 produtores receberam o total de R$ 3,1 milhões para a execução das ações conservacionistas. Até 2018, serão investidos US$ 233 milhões em ações de desenvolvimento, beneficiando 48 mil agricultores familiares residentes em 366 microbacias de 72 municípios.

Executado pela Superintendência de Desenvolvimento Sustentável da Secretaria de Agricultura e Pecuária do Estado do Rio de Janeiro (SEAPEC), o Rio Rural possui financiamento do Banco Mundial e apoio da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). As atividades do programa envolvem uma ampla rede de parceiros, que inclui entidades do poder público, ONGs, empresas e centenas de organizações rurais.

Desenvolvimento participativo

As comunidades das microbacias hidrográficas, que vivem principalmente da atividade agropecuária, são as principais beneficiárias do Rio Rural. Os agricultores recebem apoio técnico e financeiro para a adoção de boas práticas e são estimulados pelo programa a se tornarem protagonistas do processo de desenvolvimento, desde o planejamento das ações até o monitoramento e avaliação de resultados. O engajamento dos atores locais e o incentivo à organização comunitária são a base do trabalho, conciliando a inclusão socioeconômica com a conscientização ambiental, através do uso de tecnologias sustentáveis.

Microbacias Hidrográficas (MBH)

Do ponto de vista físico, uma microbacia é uma unidade geográfica delimitada por uma rede de drenagem (córregos e águas subterrâneas) que deságua em um rio principal. Sob o aspecto estritamente geográfico, pode ser classificada como uma pequena bacia hidrográfica. No entanto, o conceito de microbacia tem como diferencial uma abordagem voltada para a inclusão social e o exercício da cidadania, a partir da gestão sustentável dos recursos naturais, principalmente da água.

Como Participar

Produtor rural – Seja um protagonista do desenvolvimento sustentável de sua comunidade. Procure o técnico executor do Rio Rural, no escritório da Emater-Rio em seu município, para se informar sobre o andamento das ações locais. Você também pode acessar a página da sua microbacia para obter outras informações e documentos que orientam as ações locais do programa.

Profissionais do setor agropecuário – Ajude a disseminar boas práticas agrícolas e de preservação ambiental. O Programa Rio Rural produz e divulga publicações, manuais e documentos de apoio ao trabalho de assistência técnica e extensão rural, disponíveis na Biblioteca Virtual. Profissionais podem também contribuir para as campanhas e ações em rede que são articuladas com apoio do programa.

Organizações – Conheça o trabalho que está sendo feito nas microbacias e apoie as comunidades rurais em atividades para a melhoria da qualidade de vida, através de projetos de geração de renda e conservação ambiental. Cada microbacia possui um plano executivo, de acesso público, construído de forma participativa. Com base no planejamento local, o Rio Rural estabelece parcerias e integra recursos para promover o desenvolvimento rural.

Trabalhando com Microbacias
A metodologia de trabalho em microbacias hidrográficas, que vem sendo aprimorada no Brasil nos últimos 20 anos, busca a autogestão comunitária através de práticas de manejo sustentável. O entendimento de que o homem depende do ambiente para sua subsistência e para assegurar sua qualidade de vida é fundamental e permeia todas as atividades desenvolvidas em projetos de microbacias.

Uma das vantagens da adoção da metodologia de microbacias é a maior facilidade de planejamento e intervenção, quando comparada à gestão de grandes bacias hidrográficas, com toda a sua complexidade e inúmeras variáveis socioeconômicas e ambientais. Assim nasceram os projetos de microbacias, para solucionar a crescente degradação dos solos e dos recursos hídricos, provedores de bens e serviços ambientais para toda a população.

As práticas de conservação de solo e água promovidas pelo Rio Rural consolidam o reconhecimento desta metodologia como um instrumento ambiental, ampliando suas possibilidades de adoção por atores e financiadores não agrícolas.

A metodologia tem como princípios:

Descentralização: a comunidade participa da priorização das ações.
Transparência das decisões: a comunidade tem acesso às informações sobre investimentos

Fortalecimento organizacional: as formas organizativas são estimuladas à profissionalização (associativismo e cooperativismo)

Sustentabilidade: equilíbrio entre as dimensões social, econômica e ambiental
Fluxo de Trabalho
A metodologia de microbacias hidrográficas estimula a participação do produtor familiar e demais moradores de cada comunidade, que se reúnem em grupos de interesse, elegendo representantes para compor os Comitês Gestores de Microbacias (COGEM), entidades à frente das ações de desenvolvimento rural sustentável.

Os membros do COGEM realizam um levantamento das principais demandas e potenciais da microbacia, junto aos atores locais, através do Diagnóstico Rural Participativo (DRP). A partir deste primeiro documento, é construído o Plano Executivo da Microbacia (PEM), que contém as ações que serão realizadas.

Fonte: http://www.microbacias.rj.gov.br


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10 março 2016

Programa de Despoluição de Bacias Hidrográficas - PRODES

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Criado pela Agência Nacional de Águas (ANA) em março de 2001, o Programa Despoluição de Bacias Hidrográficas (Prodes), também conhecidas como “programa de compra de esgoto tratado”, é uma iniciativa inovadora: não financia obras ou equipamentos, paga pelos resultados alcançados, ou seja, pelo esgoto efetivamente tratado.

O programa busca incentivar a implantação de estações de tratamento de esgotos para reduzir os níveis de poluição em bacias hidrográficas, principalmente em cinco consideradas prioritárias: São Francisco, Paraíba do Sul, Doce, Paranaíba e Piranhas-Açu. A seleção dos empreendimentos corresponde a uma expectativa de contratação, já que ela é condicionada à disponibilidade financeira do Programa.

Consiste na concessão de estímulo financeiro pela União, na forma de pagamento pelo esgoto tratado, a Prestadores de Serviço de Saneamento que investirem na implantação e operação de Estações de Tratamento de Esgotos (ETE), desde que cumpridas as condições previstas em contrato.

Menos de 20% do esgoto urbano recebe algum tipo de tratamento, o restante é lançado nos corpos d'água “in natura", colocando em risco a saúde do ecossistema e da população local. O incremento da carga orgânica poluidora nos corpos d’ água leva à escassez de água com boa qualidade, fato já verificado em algumas regiões do país.

Resultados

Desde seu início, o programa já contratou ou selecionou para contratação 80 empreendimentos que atenderão a cerca de 9,3 milhões de brasileiros quando estiverem em pleno funcionamento.

Foram, investidos aproximadamente R$ 389 milhões para pagamento pelo esgoto tratado. Tais recursos alavancaram investimentos de aproximadamente R$ 1,589 bilhão por parte dos prestadores de serviços de saneamento na implantação ou ampliação das estações de tratamento de esgotos.

O estado de São Paulo foi mais beneficiado por recursos, com 43 empreendimentos selecionadas, seguido por Minas Gerais com 22 estações, Rio Grande do Sul e Paraná com 03, Goiás com 02, e Rio de Janeiro, Espirito Santo e Bahia com 01, num total de 76 estações.

Há a previsão de contratação de mais duas estações, incluídas no banco de projetos do Prodes: a ETE Boa Vista, de Campinas (SP); e a ETE Águas Lindas, de Águas Lindas (GO). A contratação está condicionada a disponibilidade orçamentária e financeira por parte da Agência Nacional de Águas durante este ano.

A seleção dos empreendimentos corresponde a uma expectativa de contratação, já que ela é condicionada à disponibilidade financeira do PRODES.

Critérios e Seleção

Podem participar do Prodes os empreendimentos destinados ao tratamento de esgotos com capacidade inicial de tratamento de pelo menos 270kg de DBO (carga orgânica) por dia, cujos recursos para implantação da estação não venham da União. Participam da seleção as estações ainda não iniciadas ou em construção com até 70% do orçamento executado.

Para classificar os empreendimentos inscritos, a ANA considera diversos fatores, entre os quais: o porte e a eficiência do processo de tratamento empregado; a localização das estações em regiões que contavam com comitês de bacias instalados e em pleno funcionamento até 31 de dezembro do ano corrente; a localização em bacias prioritárias (São Francisco, Doce, Paraíba do Sul, Paranaíba e Piranhas-Açu); e a destinação de recursos da cobrança pelo uso da água para o Prodes, por decisão dos comitês de bacias.

A seleção do Prodes também considera se o empreendimento está em municípios considerados em situação crítica em relação à qualidade da água, conforme a Portaria ANA nº 062/2013. Nesta categoria há 137 cidades de dez estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. De acordo com o relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil 2013, o País trata cerca de 30% dos esgotos domésticos urbanos produzidos.

A seleção do Prodes também considera se o empreendimento está em municípios nos quais o Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, da ANA, tenha identificado a necessidade de investimentos em tratamento dos esgotos para proteção dos mananciais de sistemas de produção de água, entre outros critérios. Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), de 2013, o Brasil coleta 48,6% dos esgotos e trata 69,4% dos esgotos coletados.

Após o lançamento do edital e a inscrição dos empreendimentos, as propostas são analisadas pela ANA. Depois da fase de habilitação e seleção, o próximo passo é contratar os projetos. Em seguida, os recursos são aplicados num fundo de investimento do Prodes na Caixa Econômica Federal. O dinheiro apenas é liberado quando as ETE estão operando plenamente e atingindo as metas definidas em contrato, o que é auferido pelas certificações trimestrais realizadas pela Agência.


Fontes: Portal da ANA

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